
Deito-me ao leito do rio
Suave brisa anuncia
lágrimas levam embora palavras não se pronunciam.
Ah solidão maldita, Fez de mim companhia Acaricia meu colo
Fica comigo noite e dia.
No leito do rio, meu lamento
Sopra meu cabelo ao vento
Leva consigo a dor.
Essa tal que desconheço.
Sinto apenas seu sabor.
Sopre pra longe o perfume
E vá buscar companhia
A essa que esta quase morta
E seu amor renuncia
Não deixe-o assim tão sozinho
Não abandone esse olhar
Me pede socorro mansinho
Me implora simples carinho
Leva contigo oh vento
Perfume deste lugar
Chame contigo a morte
Que insiste em comigo ficar
Arranque a dor em meu peito
Antes que eu mesma o faça
Não veja oh nobre rio
A minha eterna desgraça
Leva contigo o perfume.
Que sinto aqui no meu leito.
Descanso aqui neste rio.
Com este que desconheço.
Ah brisa que me toca leve.
Seca em mim essas lágrimas.
E falso sorriso alegre, Tristeza que me toca os lábios
Teu sabor me entorpece.
A dor de mim logo passa lenta...sussurra meu nome,
Me faz senti lentamente.
O mais profundo desejo.
Deitar-me ao leito do rio.
E Morrer assim lentamente.
Que a brisa o anjo buscou .
Agora não mais sozinha.
O meu perfume encontrou.
E o anjo da morte me leva.
De tal solidão me salvou.
[by Luna]
3 Comentários:
Muitas vezes os escritores deixam com que o Eu de seus versos seja o biográfico, isso pode ser prejudicial. O fluxo pode ser inverso, o escritor, convencido de que seu personagem é ele, pode viver uma falsa realidade e, talvez, se desvincular de um conforto qualquer...
Suas palavras realmente trazem sentimentos, seria legal que tentasse praticar alguma vertente poética, não pra que siga, mas para se aperfeiçoar... Mais ainda =), bom trabalho!
Gostei do q disse...so tem uma pequena diferença entre eu e os escritores de poesias. Eles querem ser poetas, não me importo com q estou escrevendo, a num ser isso mesmo, sentimentos. Vlw ^^
A maioria dos escritores, que você diz não querer ser, falam a mesma coisa rs
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